Pandemia: The New York Times destaca negativamente o aumento de tempo em Games e Celular por Crianças

18/1/21

O The New York Times é um dos jornais e portais de notícias mais prestigiados e conceituados no mundo, com matérias que abordam desde assuntos políticos e guerras até mesmo assuntos cotidianos como estilo de vida, saúde e bem-estar.

Por este motivo, é comum eventualmente o jornal citar o mundo dos jogos eletrônicos, porém com uma visão mais crítica e voltada ao estilo de vida das pessoas. Uma matéria publicada neste último sábado (16) alerta sobre o uso excessivo de celular e video games durante a pandemia do COVID-19.

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O que mais chamou a atenção da matéria, no entanto, foi este assunto estar em destaque na primeira página. O portal de games Kotaku ainda comenta sobre problemas mais graves que estão acontecendo em solo estadunidense, como ameaças ao sistema democrático e problemas mundiais como a própria pandemia de Coronavirus.

O artigo da Kotaku sobre a matéria do The New York Times ainda destaca que foram apresentados números assustadores do uso dos dispositivos, encobrindo o fato de que as pessoas passaram a usar mais celulares e computadores para realizar tarefas e pesquisas que antes podiam ser feitas com outros recursos.

A publicação destaca uma família que preocupa-se com o tempo que seu filho passa em jogos e celular, porém reconhecem que esta é uma das poucas formas de socialização segura durante a pandemia.

Ao invés de destacar a forma como jogos e mídias sociais estão aproximando pessoas que precisam ficar em casa por motivos de segurança, ou até mesmo trazer um pouco de entretenimento seguro, já que cinemas, shoppings e até mesmo escolas apresentam riscos à saúde das famílias, o artigo busca atacar o uso dos games dizendo que o tempo de exibição pode ser potencialmente prejudicial à saúde e perigoso para as crianças, o alvo principal dos ataques do jornal é o jogo online Roblox.

Outro trecho da matéria destaca a falta de interação entre as famílias dizendo coisas como “O que você vai fazer quando estiver casado e estressado? Dizer a sua esposa que você precisa jogar Xbox? ”, este questionamento específico é parte da entrevista com a mãe da família que reforça e estimula a ideia de que jogos eletronicos não são para mulheres (e que sabemos ser um dos motivos que levam muitos casais à brigarem, pois existem mulheres que não deixam seus parceiros jogarem video game, enxergando isto como desrespeito). Durante a entrevista com o filho, a criança destaca que desde que seu cachorro morreu na véspera do ano novo, esta é a única forma de distração da tristeza que ele tem.

Infelizmente embora estejamos falando de um jornal conceituado e um dos maiores e mais tradicionais portais de notícias do mundo, infelizmente a tradição vem acompanhada de conceitos atrasados e ultrapassados que destacam como positivo um estilo de vida conservador de tempos antigos. Aqui no Brasil é comum vermos notícias destacando negativamente jogos eletrônicos e criando sensacionalismo em cima de novas tecnologias conforme podemos ver nesta matéria do programa Hoje em Dia (Rede Record) exibida à exatamente um ano.

Assim como a matéria do The New York Times, a reportagem exibida em 17 de janeiro de 2020 mostra como jogos online são prejudiciais à saúde das crianças e como os pais têm dificuldades em controlar seus filhos.

A matéria ainda reforça estereótipos como "meninas não jogam video game", "pais de meninos sofrem mais com isso" e ainda há na matéria péssimas atuações que dramatizam o cotidiano destas famílias com crianças de "cara fechada" o tempo todo, desrespeitando os pedidos dos pais, falando palavrão e é claro, tudo com muito destaque às armas e violência apresentadas nestes jogos.

Infelizmente existe um exagero no tempo que jovens e crainças passam diante de computadores, celulares e video games, porém, pensando no contexto social que estamos inseridos, em que uma segunda onda de contágio está endurecendo a pandemia ao mesmo tempo em que estas crianças estão em férias escolares, devemos nos colocar no lugar destas mesmas famílias e escolher a melhor dentre as opções, "Conversar, entender e tentar controlar" ou "Fechar a mente, agir com autoridade e controlar pela força"?

Por: PhMordred

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