Death Note: Rede Record Não Tem Mais o Que Fazer e Passa Vergonha

18/10/21

Hoje a comunidade nerd/geek/otaku amanheceu chocada, mas não surpresa com a reportagem especial do Domingo Espetacular, exibido na Rede Record alertou pais e jovens aos "perigos" presentes nos animes, em especial o Death Note.

A emissora provou mais uma vez que seu compromisso é com um jornalismo sério e preocupado com a família, chocando o Brasil novamente com suas reportagens incríveis como o ET Bilu, a Grávida de Taubaté, as Torcidas Organizadas de GTA San Andreas e é claro, o clássico teste para ser motorista do presidente dos Estados Unidos que você confere abaixo:

Esta semana a emissora provou mais uma vez que não sabe fazer jornalismo e ataca a série animada Death Note, que está no ar desde 2006, baseado em um mangá do mesmo ano. A obra chegou a ganhar algumas adaptações em live action, sendo a versão da Netflix em 2017 referenciada na matéria como algo que influencia negativamente nossas crianças e pode ser responsável pela destruição da família.

Esta não é a primeira vez que a emissora pratica um jornalismo sensacionalista com intenção de afastar os jovens das "coisas de jovens" e fazer lavagem cerebral nas pessoas para reforçar valores atrasados e conservadores em detrimento da evolução social dos adolescentes que passam por uma fase de questionamentos e construção social antes de sua fase adulta. Recentemente publicamos uma matéria sobre o sensacionalismo do jornal The New York Times que destacou negativamente o aumento do tempo que os adolescentes passam em computadores e celulares (praticamente deixando a pandemia de lado), nesta matéria linkamos uma matéria também da Rede Record de Televisão expondo crianças ao ridículo e culpando jogos eletrônicos por seus problemas familiares (veja aqui se tiver estômago).

A reportagem que você confere na íntegra acima inicia-se dizendo que o conteúdo violento do anime é disfarçado por uma aparência inofensiva (como se o Ryuk tivesse a aparência do Pikachu), os absurdos continuam dizendo que transtornos mentais podem ser desenvolvidos por consumidores deste tipo de mídia. O conteúdo poderia cair por terra ao momento em que um "especialista" informa a classificação indicativa do anime que variam entre 16 e 18 anos, mas que é facilmente acessada por crianças.

A matéria informa de forma negativa que nossa sociedade está cada vez mais abraçando uma cultura de violência à serviço de empresas que lucram bilhões com este tipo de conteúdo. Mas o que a matéria não informa é que esta mesma emissora lucra exibindo durante as tardes e início da noite jornalismo policial com histórias brutais e conteúdo que impressiona pela descrição gráfica de cenas hediondas, assim como fazem escada e sensacionalismo em cima de mortes como os casos do Gugu Liberato e a caçada à Lazaro. Além disso, no espectro político da emissora, não é segredo para ninguém que eles defendem o atual presidente do Brasil, com sua política armamentista e violenta.

O vídeo é feito como uma forma de propaganda para manutenção da pureza e inocência das crianças, mostrando uma jovem de 12 anos consumindo literatura infantil em seu quarto ao lado de sua irmã, assintindo televisão com seus pais e curtindo a família, porém relata um atentado cruel à sua pureza quando uma amiga da escola lhe mostrou um Death Note onde escrevia o nome de suas desavenças.

Se você tiver estômago para aguentar até o final da reportagem, meus parabéns para você. De qualquer forma, o anime está entre os assuntos mais comentados da internet, fazendo justamente o efeito contrário e preparando terreno para o vindouro lançamento de Death Note 2 da Netflix, que realmente é um mal para a família. :(

Este artigo tem interesse apenas em expor a hipocrisia do péssimo jornalismo desta emissora sensacionalista e não para fazer o jornalismo sério e informativo que fazemos na CyberHorus, então, se você quiser ver conteúdo sério, clique na home e confira as matérias mais bacanudas das internets.

Por: PhMordred

As notícias mais quentes