CyberHorus - A crônica de Tot (Introdução)

17/11/20

Tot, o deus egípcio dos escribas é famoso pelos seus contos e crônicas, desta vez em conteúdo original, será iniciada uma série escrita que contará a história de um futuro distópico governado pelo misterioso Deus Hórus e suas células de poder.A história possui elementos Cyberpunk e Steampunk e contará uma jornada de autoconhecimento do misterioso Amon.Confiram o capítulo desta semana:Era uma escaldante manhã de abril do ano 5018, essa era a nova contagem do calendário desde que Hórus foi despertado. As ruas desérticas de HexaTri eram quentes e secas, a Terra parou de girar há muitos séculos atrás e mesmo deixando as pessoas daquela região presas em um clima de final de tarde que dava um tom púrpura aos céus, única sombra que os cidadãos poderiam usufruir vinha da capital do distrito flutuando acima da cidade, TriCell era o nome da cidade do céu, lar de deuses antigos e descendentes que usufruíam de riquezas naturais e o bem mais precioso destes tempos, a água.Pouco se sabe o que há nas capitais dos distritos, as pessoas sabem apenas que inicialmente eram seis distritos que se distribuíam ao redor da capital suprema onde Hórus habita, não há muita ligação entre as cidades e aqueles que se aventuram a visita-las pelo deserto, evitando as super vias fortemente protegidas, corriam o risco de serem atacados pelas grandes criaturas do deserto, criaturas que abominam sombras e estão sempre com fome. Sorte dos aventureiros que foram atacados e mortos, os que não tinham tanta sorte escapavam com vida, mas teriam que enfrentar o impiedoso clima do deserto, morrendo de desidratação ou pelos ferimentos.Do chão, o que podia ser visto nas capitais eram muitas árvores e vegetação rica em tons de verde intenso e vivo, indescritível aos olhos mortais daqueles que ousavam olhar para as cidades. As capitais eram chamadas de células, pois se uniam formando um organismo quase vivo, cada uma produzia algo que tornava a célula principal, morada de Hórus, quase indestrutível. Como as células forneciam às cidades sombra que protegia a população dos monstros do deserto, os mortais podiam apenas ver células vizinhas à longa distância, muitos mitos foram criados devido a curiosidade e pouca informação sobre as células.Desde que um grupo de rebeldes chamados Esquadrão do Sol roubou naves da guarda pessoal de Hórus e derrubaram DuoCell, a Guarda Solar proíbe os cidadãos das Hexacities a olharem por muito tempo para as células com medo de uma rebelião. Os comentários em HexaTri sobre a rebelião em HexaDos que derrubou DuoCell dos céus não eram muito positivos, dizem que quando a célula caiu do céu, a cidade ficou exposta aos monstros do deserto, que dizimaram a população. Dizem que embora todos fizessem clamor à Hórus, ninguém foi poupado, foram brutalmente mortos enquanto um imponente falcão sobrevoava os céus emitindo seu canto de glória e poder, como se passasse uma mensagem aos descrentes arrependidos.As cidades possuíam edifícios altos, simples, que cumpriam apenas o papel de moradia aos cidadãos das Hexacities, as cidades eram hexagonais e cercadas por muros, as ruas largas facilitavam a circulação de pedestres e motoristas das Speedcells leves e estreitas ou os veículos maiores como os da série HR que podiam comportar uma família de até cinco pessoas, todos eram movidos a vapor. Ao redor das Hexacities e por entre as ruas, a Guarda Solar fazia a ronda e o controle das pessoas, eram soldados trajados em farda em tom de marrom cobrindo cada centímetro de suas peles para protege-los do sol, seus rostos e cabeças eram protegidos por um capacete leve, porém resistente, com cores vivas de bronze e azul homenageando o Deus Hórus, em suas mãos uma arma pesada também na cor bronze que emitia um feixe de luz fazendo parecer que a arma era energizada pelo próprio sol, a luz queima forte os pobres coitados que ousarem ficar em seu caminho. Por nunca mostrarem seus rostos e corpos, era comum serem frutos de lendas sobre suas aparências e reais poderes, o fato de a Guarda Solar ser composta por pessoas maiores e mais forte que a maioria da população ajudava a alimentar os mitos.A única ligação que existia entre as células e as cidades era uma grande pilastra com quatro saídas de água vindas direto da célula, uma fonte quase ilimitada do presente dos deuses aos cidadãos, os canos eram estreitos, mas eram o suficiente para suprir a mínima necessidade da população. Havia também três canos mais grossos com um recipiente na ponta onde era depositada rações que serviam de alimento para a população das hexacities. Na quarta face do prisma que deveria ter outro depósito de ração havia um elevador que levava até o meio do pilar de sustentação da célula, onde havia uma construção em vídeo espelhado que servia de centro de operações para a Guarda Solar, eles vigiavam tudo do alto e nesta construção há também um andar superior onde eram armazenadas as naves a vapor que serviam para controlar grandes manifestações e impor medo nos cidadãos.Continua...Por: Tot

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