CyberHorus - A crônica de Tot Capítulo 9 - Troféu dos Deuses

17/11/20

Tot, o deus egípcio dos escribas é famoso pelos seus contos e crônicas, desta vez em conteúdo original, será iniciada uma série escrita que contará a história de um futuro distópico governado pelo misterioso Deus Hórus e suas células de poder.A história possui elementos Cyberpunk e Steampunk e contará uma jornada de autoconhecimento do misterioso Amon.

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Capítulo 9 - Troféu dos Deuses

Matar Hórus. O simples ato de pensar nisso sempre pareceu impossível na mente de Atom, ele, um simples homem falho e defeituoso, que sente ataques de ansiedade e insegurança a cada novo desafio, que sempre se sentiu inferior por ser diferente e incapaz por ser psicologicamente frágil.

- Por quê? - perguntou Amon a Ísis.

- Você foi o escolhido, na verdade vocês. - respondeu a Deusa.

- Explique isso, por favor. O que aconteceu a HexaDuo? O que vocês fazem aqui? E que lugar é este? - perguntou Sin

- Vou lhes explicar tudo o que aconteceu até hoje.E Ísis começou a longa história sobre a criação e formação do organismo social de Hórus e o motivo de tudo acontecer.

- Tudo começou há muitos anos atrás, o lugar onde habitamos é um mundo dentre muitos, um planeta redondo e enorme, coberto por água e terra, ele rodava e orbitava ao redor de um Sol, aquele que vemos no céu, muito maior do que o que incendeia cima de HelioCell. As pessoas viviam em comunidades e cidades organizadas de forma diferentes, e essa diferença os faziam guerrear com frequência em busca de poder e controle, brigavam por coisas como território, política, poder, religião e território. - e continuou - Em um período de violência extrema, grandes nações iniciaram um embate de proporções nunca antes vista, milhões de pessoas morreram. Um dos líderes dessas nações, era obcecado por mitologias e ocultismo, ele buscava o poder de deuses e por isso tentou em diversas nações buscar algo que o tornasse mais poderoso, por isso, viajou em expedição à nossa terra natal, ele acreditava que Hórus era a chave para obter mais poder. Seus soldados encontraram uma passagem para o túmulo de hórus, onde nós o aprisionamos milênios antes.

- Isso parece improvável. - disse Sin em tom cético.

- Isso é real e ainda preservamos seu corpo, sigam-me. - disse Ísis.

Eles a seguiram até o andar inferior da grande biblioteca onde caixões de vidro preservavam esqueletos de homens em uniformes militares, um deles era nítidamente seu líder, em farda preta com uma braçadeira vermelha e branca com uma cruz distorcida em seu centro.

- Este homem foi um dos piores de sua geração, ele se colocava acima dos outros homens e julgava que pessoas de nossa terra eram degeneradas e destinadas a servidão, por isso, acreditou que ao despertar Hórus, teria poder e controle sobre ele e seu exército. Seu nome era Füher, e dizia estar desesperado por estar perdendo seu poder para nações vizinhas, bombas poderosas ameaçavam a raça humana, seus planos era dominar países inferiores e controlar a população para que todos fossem de sua raça superior e este era seu último esforço já que sua cidade já estava dominada por inimigos. Lembro-me que Hórus riu, libertou a mim e Osíris, seu pai e em seguida enforcou este homem até sua morte. Preservou seu corpo para que fosse um exemplo da face do inimigo.

- Hórus se ergueu à superfície da Terra, conversou conosco e disse que iria erguer um organismo perfeito com divisão entre trabalhos mais exaustivos e braçais e as células com os trabalhos fundamentais para que todos pudessem sobreviver em paz como no início da vida inteligente no nosso planeta. Mas a Terra estava entrando em uma nova era, onde a violência estava ficando mais descontrolada, e o auge foi quando uma das nações envolvidas na guerra lançou bombas em cidades, exterminando civís, em seguida seus esforços foram voltados para a conquista de nosso organismo e isso tornou Hórus amargo e irritado, ele criou seus filhos dos animais presentes em nosso continente, parou a rotação do planeta e soltou Sekhmet, mas com certeza ela os contou essa história, não é mesmo?- Sim, Sekhmet hoje se chama Hator. - disse Hatset.

- Nos explique essa história de destino, por favor. - disse Amon.

- Todos os anos muitas pessoas são transportadas de suas hexacities para as células, em seguida eles observam, pois buscam alguém para realizar a missão que eles nunca conseguirão, matar a mim.

- Por que querem te matar? - perguntou Amon

- Eu comandava DuoCell ao lado de Osíris, como vocês sabem cada célula é responsável por algo no Organismo. TriCell, por exemplo, é responsável pela produção e distribuição de alimentos a todas as hexacities. DuoCell distribuía conhecimento, éramos responsáveis pela fabricação dos livros que contam a história da humanidade e as pessaos começaram a questionar as decisões de Hórus, questionavam sua truculência e os privilégios de quem morava nas células, questionavam o porquê de eu e Osíris sermos os únicos que transitavam entre as pessoas das hexacities. Hórus então derrubou DuoCell, destruiu HexaDuo e tentou nos matar, seus próprios pais. Nós conseguimos fugir e é claro construir uma ferrovia para o centro do nosso planeta, onde conhecemos o povo de Shambala, apresentamos nossa cultura, eles apresentaram a tecnologia deles e juntos prosperamos até que decidimos manter o nome DuoCell em homenagem a todas as pessoas que foram mortas naquele grande massacre.

- Eles publicaram livros sobre isso, disseram que o povo de HexaDuo se rebelaram contra DuoCell e derrubaram a célula, e por causa da ingratidão aos deuses os monstros do deserto destruíram a hexacity. - disse Amon.

- Mentiras, só isso que o regime de Hórus planta em suas mentes, a cada ano sempre se repete o mesmo ciclo, uma dupla de amigos se une contra as injustiças, ele faz a mente deles, dá uma prova de devoção e em seguida mandam eles às ruínas de HexaDuo para nos matar, mas todos fracassam, porque a lealdade é maior a Hórus e eu só posso ser morta por pessoas que têm lealdade a sentimentos humanos como liberdade, fraternidade e justiça. Eu tive uma visão de que um trio de guerreiros iria matar Hórus e hoje tenho certeza que são vocês, pois como eu disse antes, apenas duplas se rebelavam e eram manipuladas.- E como você acha que nós iremos conseguir força o suficiente para matar Hórus? - perguntou Amon

- Simples, com os trajes especiais que fiz para vocês, antes eu me preocupei com as proporções e se ficariam bem em vocês, mas minhas visões me foram generosas e me ajudaram bastante.

Isis deixou a sala.

Osíris abriu um baú para cada um dos amigos e eles vestiram seus trajes, todos com sobretudos capazes de suportar o calor das armas de Hórus. Peitorais de aço com engrenagens que giram e absorvem as rajadas solares de Hórus e a Guarda Solar, fios que guiam o calor até suas luvas que convertem o dano que receberiam normalmente em rajadas de energia. Suas calças possuíam placas de metal para suportar dano físico, assim como suas botas de cano alto. Para proteger suas cabeças, uma máscara metálica cobria seus narizes e bocas para que suportassem situações em que não conseguiriam respirar normalmente, permitindo sobreviver até mesmo em baixo das águas frias de Sobek e cobrindo seus olhos óculos com proteção às rajadas solares. As roupas tinham cores marrons como as terras que os cobriam, mas os metais eram brilhantes e feitos de cobre e bronze. Amon, vestiu sua roupa, mas ainda assim pegou o lenço vermelho de sua mãe, o enrolou e o amarrou em seu braço, cobrindo o ombro e parte do bíceps.

Cada um dos amigos recebeu uma arma especial que podia receber energia drenada dos peitorais e deixá-las mais fortes. Sin recebeu um Machado, todo dourado com desenhos azuis, ele tinha um cabo longo e pesado e sua lâmina possuía um formato de meio círculo afiado o bastante para golpes com ambos os lados do machado e com o topo da arma. Hatset recebeu um arco com uma aljava, suas armas eram cor de cobre e as flechas carregariam sua aljava conforme seu peitoral abservesse energia. E Amon recebeu uma Khopesh dourada e azul com o pomo do cabo adornado com a cabeça de um falcão, como se fosse forjado pelo próprio Hórus, os detalhes em cores de bronze marcavam sua arma e brilhavam conforme o peitoral drenava energia.

- Me sinto poderoso, mas não sei se conseguiria passar por todas as células até chegar em HelioCell, onde conseguiremos este suposto troféu dos deuses para ganhar acesso fácil aos salões de Hórus e iniciar a revolta de nosso povo?

- Com isto. - Disse Osíris com lágrimas nos olhos pegando um baú das mãos de seu cervo. - Eis o Troféu dos Deuses, agora vocês serão recebidos como heróis.

O baú foi aberto, revelando a cabeça sem vida de Ísis.

Continua...

Por: Tot

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